terça-feira, 25 de maio de 2010

Começam estudos para levar trens até Suape


25/5/2010
Jornal do Commercio (PE)

A diretoria do Porto de Suape vai entregar ao Metrorec, até a próxima semana, um estudo da demanda de trabalhadores do complexo, em função da chegada dos grandes empreendimentos. A pesquisa vai definir o número de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) que poderão ser adquiridos para melhorar a mobilidade na região. Hoje, a maioria das empresas de Suape arca com o afretamento de ônibus para transportar seus operários, o que contribui para aumentar o caos no trânsito local. O Metrorec já está adquirindo sete VLTs, que vão operar no trajeto entre Cajueiro Seco e Cabo de Santo Agostinho, mas a proposta é ter uma linha complementar do Cabo até Suape.

Ontem, quando participava junto com o governador Eduardo Campos de uma visita ao Hospital Dom Helder Câmara, o prefeito do Cabo, Lula Cabral, sugeriu a ideia de propor ao Estaleiro Atlântico Sul e a Refinaria Abreu e Lima que os dois empreendimentos comprassem 2 mil bilhetes por mês para subsidiar o projeto dos VLTs. Lula Cabral disse, ainda, que a prefeitura também poderá arcar com 1 mil bilhetes, mas vai precisar consultar sua Secretaria Jurídica para avaliar a possibilidade de subsidiar essas passagens.

O diretor de Planejamento e Urbanismo de Suape, Paulo Castanha, diz que a proposta do Porto é reformar a Estação Massangana e a linha férrea que atende ao complexo para oferecer o transporte de trabalhadores. "Estamos estimando que a reforma da estação e a recuperação da ferrovia vão custar R$ 4 milhões", calcula. A linha férrea era utilizada pela antiga CFN (Companhia Ferroviária do Nordeste) para o transporte de cargas.

Só no pico de obras da Refinaria Abreu e Lima, a previsão é que o número de trabalhadores chegue a 30 mil. Isso sem contar os demais empreendimentos.

O coordenador operacional de planejamento de transportes do Metrorec, Maurício Meirelles, lembra que até dezembro deste ano devem entrar em operação pelo menos dois dos sete VLTs que estão sendo adquiridos pela companhia. Os VLTS vão substituir os dois trens a diesel, da década de 50, que fazem hoje o trajeto do Curado até o Cabo de Santo Agostinho. "Com a entrada dos VLTs, esses trens serão substituídos e passarão a operar um trecho menor, entre o Curado e a primeira estação depois de Cajueiro Seco", diz. Os VLTs custaram R$ 63 milhões. A entrega do primeiro deve acontecer entre agosto e outubro. Além de modernizar o transporte e diminuir o tempo das viagens, os VLTs também vão aumentar a capacidade de mobilidade, que é hoje de 1 mil passageiros com os trens a diesel e passará para 4.200 por dia.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Metrorec climatiza todos os 21 trens



12/05/2010 - Jornal do Commercio PE

Pela primeira vez desde a fundação, há 25 anos, toda a frota em operação do Metrô do Recife (Metrorec) circula com ar-condicionado – notícia que anima os passageiros que sofrem com o calor durante as viagens. O último trem reformado começou a transitar anteontem. Agora, as 21 composições das linhas Centro e Sul têm climatização. Outros quatro veículos estão sendo adaptados, porém permanecem parados. O objetivo é colocá-los em atividade, gradualmente, nos próximos três meses, elevando para 25 o número de trens disponíveis para atender as 230 mil pessoas que utilizam o serviço diariamente. Cada trem conta com dois aparelhos capazes de refrigerar os quatro vagões por igual. A potência de cada um deles é de 136 mil BTUs. É como se, em cada composição, estivessem ligados ao mesmo tempo 27 equipamentos de 10 mil BTUs, mais utilizados em residências e empresas.
No entanto, usuários reclamam que nem sempre os aparelhos funcionam como deveriam. “Hoje pela manhã (ontem) peguei um que estava quente, porque o ar-condicionado tinha quebrado. Precisam manter sempre esses aparelhos em bom estado, porque quando eles não existiam era cruel andar de metrô”, cobra a professora Mônica Bezerra, 43, que utiliza a linha Centro diariamente.
Outro que não quer a volta dos antigos trens sem climatização é o vendedor Williams Balbino, 18, morador de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata. “No fim do ano passado, cheguei a ficar uma hora preso dentro de um trem calorento que tinha quebrado. Nos dias normais, era comum passar 25 minutos no calor”, lembra o jovem, que precisa usar a linha Centro pelo menos três vezes por semana.
De acordo com o gerente de manutenção dos trens do Metrorec, Vicente Alexandre Vieira, os problemas relatados pelos passageiros são pontuais. Ele assegura que a manutenção é realizada todas as noites, a partir das 23h, horário em que se recolhem as composições. “Caso ocorram defeitos pontuais como o que a usuária Mônica Bezerra relatou, o trem é encaminhado no mesmo dia para correção”, assevera.
VLT - Planeja-se colocar em operação mais 15 trens, porém o Metrorec ainda não divulgou a data de lançamento do edital de licitação para a compra dos novos veículos. Já os Veículos Leves de Transporte (VLTs, composição com três carros) devem começar a chegar ainda este ano. O primeiro dos sete roda a partir de 2010, segundo previsão do Ministério das Cidades, entre os terminais de Cajueiro Seco, em Jaboatão dos Guararapes, Grande Recife, e do Cabo de Santo Agostinho, também na área metropolitana.
Os VLTs comportam até 300 passageiros e são abastecidos por eletricidade. Os comboios desempenham velocidade média de até 40 quilômetros por hora, enquanto numa avenida movimentada como a Domingos Ferreira, em Boa Viagem, Zona Sul, os carros e ônibus não atingem 30 quilômetros por hora.