sábado, 4 de agosto de 2012

A era dos bondes no Recife

03/06/2012 - Metrópole em Movimento

A rede de bondes no Recife chegou a ter 141 quilômetros. No momento em que o sistema de transporte da cidade e região metropolitana está sendo redesenhado pelos corredores exclusivos de ônibus é bom lembrar a importância que o modelo ferroviário teve e pode voltar a ter. O Recife já foi movido por bondes e tinha um sistema bastante eficiente com 141 quilômetros de rede. Já o metrô dispõe atualmente de 39,5 km de extensão. O mapa das linhas férreas dos bondes ligava a cidade de Norte a Sul e de Leste a Oeste. "O bonde funcionou 100% bem até concorrer com o automóvel", revelou o arquiteto e urbanista José Luiz da Mota Menezes. 

Segundo ele, o bonde tinha uma velocidade de 40km/h e era pontual. "Os bondes elétricos trafegavam sem parar até chegar ao terminal. Todo mundo sabia a hora de chegada e saída", lembrou Menezes. A velocidade é pelo menos 10km/h a mais do que se espera para os ônibus nos corredores exclusivos. 

Hoje com uma frota de quase 600 mil veículos só na capital e mais de 1 milhão na Região Metropolitana, os bondes talvez fossem atropelados. "O duelo entre o bonde e o automóvel derrubou os bondes", conta o urbanista. Um dos grandes questionamentos sobre a escolha do BRT como modelo de transporte em em relação ao modelo ferroviário por metrô ou VLT está na capacidade de transportar passageiros. Quanto maior a demanda, melhor para a opção ferroviária.

Com informações: Metrópole em Movimento

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Suape receberá ligação Cajueiro Seco-Cabo de Santo Agostinho

30/07/2012 - Intelog

Suape receberá ligação Cajueiro Seco-Cabo de Santo AgostinhoO Complexo Industrial Portuário de Suape terá um plano de mobilidade. A ideia é minimizar os entraves de fluxo de veículos e de pessoas, tanto internamente quanto nas formas de acesso. "A ideia é ofertar uma alternativa. Nela, todo o sistema será alimentado via Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com uma ligação a partir da Estação Cajueiro Seco até o Cabo de Santo Agostinho, de onde partirá uma conexão para Suape", explicou o Diretor de planejamento e urbanismo do Complexo, Jaime Alheiros.Segundo ele, está sendo planejada, também, sincronismo em transbordos. "Quando você sai de um trem para entrar no outro já é considerado transbordo. A ideia é ter os modais bem conectados, para que quando o passageiro descer de um trem, o outro já estará esperando. Isso está sendo bastante considerado no projeto para a construção", garantiu. O investimento não foi informado.A justificativa para o projeto é a demanda viária para Suape. "Fizemos um diagnóstico e a proposta é tornar mais racional o transporte de cargas e de trabalhadores. Verificamos por onde entra cada veículo, que tipo de transporte e fizemos um mapa, que inclui, ainda, o motivo para o qual o veículo foi atraído", disse o diretor. As informações foram passadas no encontro Suape Business Meeting.Segundo levantamento do fluxo, cerca de 65% do que passa pelas rodovias PE-60 e PE-28 tem Suape como destino. "Cerca de 42 mil pessoas entram no Complexo entre 6h e 8h, sendo ônibus 0,3%, carros de passeio são 9% e ônibus fretado pelas empresas marcam o percentual de 90,7%, principalmente entre 6h e 7h", detalhou.Ainda segundo o Alheiros, outro ponto burocrático é a que apenas quatro linhas de ônibus passam por dentro do complexo. "São pouco e só passam próximo de alguns empreendimentos. É preciso ampliar a matriz viária, principalmente em transporte público, para suportar o acesso a Suape", finalizou.(Fonte: Intelog )
O Complexo Industrial Portuário de Suape terá um plano de mobilidade. A ideia é minimizar os entraves de fluxo de veículos e de pessoas, tanto internamente quanto nas formas de acesso. "A ideia é ofertar uma alternativa. Nela, todo o sistema será alimentado via Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), com uma ligação a partir da Estação Cajueiro Seco até o Cabo de Santo Agostinho, de onde partirá uma conexão para Suape", explicou o Diretor de planejamento e urbanismo do Complexo, Jaime Alheiros.

Segundo ele, está sendo planejada, também, sincronismo em transbordos. "Quando você sai de um trem para entrar no outro já é considerado transbordo. A ideia é ter os modais bem conectados, para que quando o passageiro descer de um trem, o outro já estará esperando. Isso está sendo bastante considerado no projeto para a construção", garantiu. O investimento não foi informado.

A justificativa para o projeto é a demanda viária para Suape. "Fizemos um diagnóstico e a proposta é tornar mais racional o transporte de cargas e de trabalhadores. Verificamos por onde entra cada veículo, que tipo de transporte e fizemos um mapa, que inclui, ainda, o motivo para o qual o veículo foi atraído", disse o diretor. As informações foram passadas no encontro Suape Business Meeting.

Segundo levantamento do fluxo, cerca de 65% do que passa pelas rodovias PE-60 e PE-28 tem Suape como destino. "Cerca de 42 mil pessoas entram no Complexo entre 6h e 8h, sendo ônibus 0,3%, carros de passeio são 9% e ônibus fretado pelas empresas marcam o percentual de 90,7%, principalmente entre 6h e 7h", detalhou.

Ainda segundo o Alheiros, outro ponto burocrático é a que apenas quatro linhas de ônibus passam por dentro do complexo. "São pouco e só passam próximo de alguns empreendimentos. É preciso ampliar a matriz viária, principalmente em transporte público, para suportar o acesso a Suape", finalizou.
 

sábado, 28 de julho de 2012

Suape vai investir em mobilidade

27/07/2012 - Jornal do Comnercio - PE

O Complexo de Suape vai desembolsar R$ 51 milhões para começar a tirar do papel seu plano de mobilidade, que prevê um sistema integrado de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs) e ônibus convencionais. O projeto foi apresentado ontem, no Suape Businees Meeting, evento corporativo organizado pela Câmara Americana de Comércio (Amcham) do Recife. 

Ainda conceitual, o sistema irá exigir a construção de duas estações de VLTs, na Cidade Garapu e na rodovia PE-28, ambas no Cabo de Santo Agostinho, e a reforma da que hoje se encontra no Engenho Massangana, dentro das terras de Suape. Abarca ainda a construção de pátios para ônibus e adaptação do trilho de trem até Massangana para VLT. 

Tudo isso levará oito meses para ser viabilizado, segundo estimativas do diretor de Planejamento e Urbanismo do Complexo de Suape, Jaime Alheiros. O dinheiro para dar início ao projeto faz parte do empréstimo de R$ 920 milhões contratado junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cuja primeira parcela (de R$ 357 milhões) deverá entrar nos cofres do Estado na primeira quinzena de agosto. 

“É um sistema economicamente viável, assim como sua implantação. O principal ponto é permitir flexibilização de horários de tráfego no Complexo, tornando as vias mais livres e mais eficientes”, comentou Alheiros. À Suape cabe bancar a infraestrutura. 

Operação e aquisição dos trens ficam à cargo da Companhia Brasileira de Trens Urbanops (CBTU) e ao Consórcio Grande Recife”, acrescentou o diretor. 

Ir até Suape é um problema para os trabalhadores do Complexo. Apenas quatro linhas convencionais de ônibus “passam” por lá – não chegam a “atender”. Para ter seus funcionários no horário, as empresas precisam arcar com o custo de fretar o transporte – esse tipo de veículo responde por 90,5% de todos os que trafegam em Suape. Entre 6h e 8h e entre 16h30 e 19h, os engarrafamentos são crônicos. 

O projeto começou a ser traçado em 2009, na época de elaboração do Plano Diretor de Suape. Foi montado por um grupo de trabalho composto pela CBTU, Consórcio Grande Recife e Departamento de Estradas e Rodagens de Pernambuco (DER-PE), além das prefeituras de Ipojuca e Cabo. 

Dentre suas vantagens, está o fato de a tecnologia VLT já está operando no Estado (o sistema está em fase pré-operacional, funcionando todos os sábados ligando as estações de Cajueiro Seco e Cabo). A tarifa para o passageiro deverá ser baixa e o sistema pode atender de forma organizada todas as áreas do Complexo, do polo naval da Ilha de Tatuoca à Refinaria Abreu e Lima. 

Porém, ampliar a cobertura de VLT requer investimentos elevados, ponderou Alheiros. Além de que a implantação de linhas do tipo Circular – que funcionariam de forma semelhante às que atendem o Centro do Recife – requer precisão, para evitar que os passageiros passem muito tempo esperando nas paradas ou estações.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT) aos sábados 

28/06/2012 - Metrorec

A CBTU- Metrorec dará início à operação em caráter experimental do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), no próximo sábado (30/06), para aqueles que utilizam o trecho Cajueiro Seco – Cabo. O VLT funcionará aos sábados, das 5h às 14h, e servirá para a empresa realizar os últimos testes de tempo de viagem, antes do início da operação comercial e, também, para que os usuários se adaptem ao novo veículo que substituirá os antigos trens à diesel, que continuarão circulando de segunda a sexta.

A frota contará com sete veículos, composto de três carros climatizados, movidos a biodiesel, sistema de suspensão a ar, totalmente computadorizado, com capacidade para transportar 600 passageiros.

FONTE: IMPRENSA CBTU- Metrorec

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Recife começa testes em VLT

30/06/2012 - G1

No último sábado começou a ser testado o primeiro Veículo Leve sobre Trilho (VLT), que vai substituir os trens a diesel em Pernambuco. Com o novo transporte, os passageiros ganham mais conforto e rapidez – a previsão é que o tempo de espera diminua em 36 minutos. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) comprou sete veículos desse tipo. Um investimento de R$ 58 milhões. Cada VLT pode transportar até 600 passageiros. Considerando o número de viagens, vai ser possível levar 53 mil pessoas por dia.

Neste primeiro momento, o VLT está funcionando em caráter experimental, só aos sábados, das 5h às 14h. No percurso Cajueiro Seco - Curado, a viagem vai continuar sendo em trem a diesel. A novidade é no trajeto Cajueiro Seco - Cabo. O VLT tem três carros com ar condicionado, é equipado com GPS (localizador por satélite) e emite sinais sonoros nas paradas, como acontece com o metrô.

A velocidade média é maior que a do trem a diesel. Os passageiros perceberam que chegaram mais rápido. "É confortável, o ar condicionado coopera muito com o calor. E é muito mais rápido”, aprova Roberto Ramos, operador de máquinas. “O outro tinha barulho e demorava pra chegar”, diz a estudante universitária Daniele Martins.

Quando tudo estiver funcionando, o tempo de espera nas estações vai diminuir de 47 para 11 minutos. A viagem Cajueiro Seco - Cabo também vai ser mais curta – o tempo vai cair de 32 para 25 minutos. “Ajustes estão sendo realizados para operacionalizar a circulação do VLT e nos próximos meses eles deverão circular todos os dias, de segunda a sábado”, conta Salvino Gomes, assessor de comunicação da CBTU.

domingo, 1 de julho de 2012

VLT terá operação experimental em Cajueiro Seco

28/06/2012 - NE10

O Veículo Leve sobre Trilho (VLT) terá operação experimental no trecho Cajueiro Seco. Foto: George Salles

Neste sábado (30), a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e a Metrorec dará início à operação em caráter experimental do Veículo Leve sobre Trilho (VLT), no trecho Cajueiro Seco – Cabo.

De início, o VLT só funcionará aos sábados, das 5h às 14h. A operação experimental deste sábado servirá para que a empresa realize os últimos testes de tempo de viagem, antes do início da operação comercial e para que os usuários se adaptem ao novo veículo que substituirá os antigos trens à diesel.

A frota contará com sete veículos compostos de três carros climatizados, movidos a biodiesel, sistema de suspensão a ar e terá capacidade para transportar 600 passageiros. Os antigos trens à diesel continuarão circulando de segunda a sexta-feira.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

VLT da  CBTU Recife é aprovado em teste

20/03/2012 - CBTU

No sábado, dia 03/03, a CBTU-Metrorec realizou entre os trechos Cajueiro Seco – Cabo, uma simulação de operação com o Veículo Leve Sobre Trilho – VLT. A ação aconteceu após o encerramento da operação comercial do trem diesel e contou com a participação dos empregados do Centro de Controle Operacional – CCO, Movimento e Estação.

De acordo com André Barroso do apoio técnico do CCO, a operação/teste contou com a circulação de três VLT’s, onde foi constatada a redução dos intervalos de 47min para 38min. Para conseguir esses números, a companhia adotou algumas intervenções na via, entre elas a criação de um ponto de cruzamento com manobrador na estação Santo Inácio. “Obtivemos sucesso em conformidade ao que foi planejado”, disse.

Já Rômulo César, também do apoio técnico do CCO, revelou que os testes superaram a expectativa. “Estamos preparados em termos de programação/horário. O teste provou que esse intervalo pode ser realizado”. Ele destacou ainda o desempenho de todos os empregados envolvidos como fundamental para a realização do trabalho de simulação.

Para que seja possível expandir ainda mais a circulação dos VLT’s, estão sendo realizadas obras que contemplam a recuperação da via permanente (trilhos e dormentes) e de duas pontes, duplicação do trecho entre as estações Pontezinha e Santo Inácio e a construção de duas pontes com passagens destinadas à travessia de pedestres sobre os rios Pirapama e Jaboatão.